quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Solidão

Levanta-te!


Deixaste que um berço
De escuridão te embala-se,
E esqueceste-te
De como se levanta
Nas tuas veias correm trevas
Pois perdeste a vontade
De combater

Dizes que vives
(orgulhosamente)
Num mundo a parte
Numa realidade paralela
Que não esta.

Mas deixaste de te lembrar
Como travas a orbita
Das tuas próprias luas
E passaste a deambular
(mesmo sem querer)
Em labirintos de silencio.

És o meu lobo solitário.
Fechaste naquilo que és
(no que podias vir a ser ate)
E desenhaste
Um escudo
Que me proíbe
De chegar a ti.

Finges esquemas
De felicidade.
Agarraste a uma quimera
Já extinta
De pensares que
Já não sabes sonhar.

Agora
Meu lobo
Esta na hora de te levantares
Reaprender a gritar
A ser forte
E sair do fundo
De um poço
De obscuridade.

Grita!
Berra!
Diz ao mundo o que és!
Para de ser lobo
E se serpente!
Serpenteia entre a realidade!
Que assim aprendes a ser feliz!

Anda!
Eu sou a tua estrela.
Agarra a minha mão!
Segue-me!
Da voz ao híbrido
Que és!
Aprende a amar!
Sente os cheiros do mundo!
Algema a alegria!
E vive…

Ursula Bórgia

Um comentário:

Fábio Ribeiro disse...

N ha nada que faça este lobo mover-se como uma serpente. resta esperar na solidao ate que a morte venha buscar-me