quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Levante-se a geração

Que se levantem os incógnitos
E que gritem os esquecidos
Deixem-se de palavras doces
E sorriam aos destemidos!

E liberdade que conquistamos
Está perdida, sem expressão!
Sejam mais, sejam alguém
Sejam poetas de intervenção!

Mudem a arte!
Rascunhem o que a vós não pertence
Roubem a velha literatura!
Lutem ao grito do canhão!

E amem o progresso!
Amem a dança e a pintura!
Deixem-se de dores e de desgostos!
Encham-se de coragem e bravura
Aprendam a ser quem são!

Chega! Chega de amor!
De sonetos untadinhos!
Chega de noites e de estrelas
E que comece a revolução!

Lembre-se da Geração de Orpheu
Recordem a sua destreza!
Reparem a elegância que destruíram!
Sejam poetas de intervenção!

Chegaram os soldados
Que iram escrever os nomes na história
Poetas, artista, músicos, dançarinas
Sorriam para o céu que se abre
Qeremos nos os destemidos
Que lutam ao grito do canhão!

Que se levante a geração!

Ursula Bórgia

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